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segunda-feira, 28 de junho de 2010

ComCensos ou nem tanto.

Pois é, diz-se que em 2011 vamos ter Censos. E, enquanto via o telejornal pacificamente em família, foi noticiado que estes incluirão uma questão sobre a orientação sexual.
Pela "conversa" dava a entender que seria uma questão sobre a orientação, directa.
O jornalista referiu mesmo a escolha entre "hetero e homossexual".
Ahm!? Entãoo e os bissexuais?
(Naaa, não compliques, esses são quase normais, são hetero)
Não querendo implicar... Os Assexuais?
(Ora, antes isso que gay, cruzes, credo! considera-se hetero)
Chateando um pouco: Pansexuais, não contam?
(Bolas mulher, está indeciso escolhe hetero, qual é a dúvida?!)
E... E...
Enfim, o que na realidade irá acontecer (corrijam-me se estiver errada) é que apenas se vai distinguir nas uniões de facto, estas serem com alguém do mesmo sexo ou não. Certo?
Acredito que haja quem se esconda, embora a verdade seja sempre preferível, afinal era bom abrir uns quantos olhos que acham que isso são só uns dois ou três casalitos e que não têm gente dessa nem perto...
Agora triste, triste, são os comentários na
página da TVI referentes a tal notícia...
Na ânsia de serem tão homófobos, fazem-se todos de burros (muitos serão concerteza), afirmando que se vai gastar dinheiro a contar gays e outras enormidades que tais.
E sou eu que ando a "pedir" tolerância e respeito?! Por favor, esses anormais intolerantes é que deviam implorar pela minha tolerância e de todos os outros. Não há paciência. E afinal onde está o medo? Que se gastem muitos mais milhoes apenas a incluir uma alínea nas respostas? Ou de saber o resultado?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Banho de realidade

Que tristeza...
Quanto mais tenho que estudar, mais invento. Andava para aqui a ver notícias sobre a manifestação da plataforma de totós e até estou mal disposta com tanta gente jovem que se vê nas fotos e mesmo gente conhecida...
Tristes os que se acham menos só porque os outros podem ter o mesmo que eles... Tristes.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gentalha preconceituosa!

Estou com os nervos em frangalhos... humpft

Já era de esperar que todas as estaçoes televisivas abrissem com o tema da aprovaçao da lei hoje na A.R mas como além disso ainda transmitiram entrevistas que nao merecem comentarios e tambem o link do parlamentoglobal.pt os meus nervos aumentaram exponencialmente..
Fui ao dito cujo site e vi o dito cujo minuto a minuto do debate na A.R e li coisas que nem a minha bisavó se iria lembrar de dizer..

Gotcha!

"Ontem acho que te vi..."
"Ai sim?... Onde?" (ui, o que daí virá...)
"No sítio x..."
"Era a tua irmã, não era?"
"Não..!"
"Não...? Mas... Mas ias com uma rapariga... de mãos dadas..."
"Sim, pois ia."

Confesso que nunca tinha visto ninguém practicamente deixar de me falar por me ver com a minha irmã... ou lá o que era! :P

Mas pronto, teve o "cuidado" de mo dizer à frente de imensa gente, alto e bom som.
Era suposto ter-me envergonhado? : )

sábado, 19 de dezembro de 2009

Espírito Natalício

É incrível como se podem apanhar desilusões tão grandes em tão pouco tempo. Como com tão poucas frases eu consegui ficar a saber a opinião retrógrada daqueles que eu considero (considerava?) o meu pequeno grupo de amigos da faculdade... Como uma simples conversa parva para uns pode magoar tanto outros... E já o meu coração tinha caído no chão, continuavam eles a pisar... E eu que pensava que os estudantes de medicina deviam ter visões minimamente desobnubiladas das coisas...

sábado, 18 de julho de 2009

Elas andam por aí!

Porque será não sei, mas quando tenho que estudar arranjo logo imaginação (ou desculpas?) para postar uma (treta) coisinha qualquer, refira-se ainda que a proximidade da calamidade (exame) faz com que esta imaginação aumente proporcionalmente...

Estava então eu a inventar coisas para não fazer nada quando se me reavivou na memória um episódio bastante caricato que me aconteceu há coisa de uns tempos no dito Bairro Alto.
Pois bem, tinha eu ido sair com um grupo que nem conhecia muito bem excepto uma amiga, entidade não colaborante, refira-se...
Ao longo da noite, enquanto o alcoól no sangue aumentava fui fazendo umas quantas descobertas, relativas às mentes retrógradas e homofóbicas dos elementos do dito grupo. Um deles, tenho a certeza, ainda se vai descobrir um dia... porque já foi descoberto por várias pessoas apesar das barbaridades que referiu, enfim, talvez na altura se tente curar da doença!
Eu cá, mantive-me caladinha no meu canto, não fosse o alcoól falar demais e fui seguindo a onda, de copo em copo, tentado nao rir muito. Tudo muito bem, até que, estavamos todos à conversa numa rua, passa um grupo de raparigas e uma delas fica a olhar para mim...
Está bem, confesso que também olhei um bocado prolongadamente para perceber porque estava a ser alvo de tanta atenção, porque o meu estado já estava um bocado desacelerado e com o modo de conveniência off... Resultado, as miudas param a uns 4 metros do meu grupo, põem-se a olhar e aos segredinhos e a apontar e tal... Como já estava bastante anestesiada admito que talvez possa ter lançado um sorrisinho, mas apenas porque achei piada e estranheza à coisa, cof cof.
Nisto, refiro à entidade não colaborante que uma midua tinha olhado pra mim e que eu apostava que vinha meter conversa, coisa que foi levada com um "pois sim..." e não muita alegria. E não é que, nesse momento, a miuda começa a andar na minha direcçao, fura pelo meio daquele grupo de mentes quadradas, põe-se ao meu lado e sai-se com um
Ela - "Oi! Tudo bem?"
Eu - "..." - aceno com a cabeça, continuo a sorrir aparvalhada e anestesiadamente, neste momento já a pensar como é que me tinha calhado uma brasileira descarada no meio dum grupo daqueles... Como continuei a ser brindada com um olhar expectante lá me saiu um "Sim" meio arrastado, mas parece que ela não ficou muito mal impressionada com a minha lentidão.
Ela - Como é o seu nome?
Eu - "..."
Amiga - "*****, porquê?" (eu avisei que não era colaborante...)

E então, sem saber bem como, mas sabendo perfeitamente porquê, fui excluída da conversa:
Ela - "É que eu achei sua amiga muito gata mesmo! Meu nome é... (já não faço ideia..)
Lá distribuiu beijinhos pelas duas, com a malta do grupo ali com ar de quem não percebe nada do que se está a passar. Mas muher a sério não se deixa intimidar, pelo contrário, voltou ao ataque em força a dizer que eu era muito "gata" (meu deus..) e então tinha vindo meter conversa, tava ai com as amigas e tal e coiso. Até que, deve ter achado o meu silêncio estranho e a atitude embirrante da dita amiga um bocado intimidantes...
Ela - "Nossa! Voces estão juntas?! Me desculpe!"
Eu - "Não!"
Amiga - "Mais ou menos..."
Ela - "Como é mesmo? Bom, eu nao queria incomodar..."
Eu - "Não." - sempre de sorriso estampado na cara...

Após um pedido de desculpas e um dar a entender que não percebeu a situação a brasileira lá fez pés ao caminho, não sem antes me dar outro par de beijos e fazer um grande sorriso e um adeus com as amigas.
Aí resolvi tirar as coisas a limpo e perguntar que raio de ideia era aquela de estarmos juntas e fiquei informada que foi para me safar dela e para ela ser ir embora. Han?! Mas agora preciso que me salvem de brasileiras baixinhas, giras e atiradiças? :P
Quanto ao dito grupo, deve ter ficado escandalizado ou então não percebeu mesmo nada, mas eu fiquei com dores nos abdominais de tanto rir, eheh.

Enfim, estava tão bem ou tão avariada que seguidamente contei o episódio como entao sido com uma espanhola. "Espanhola nada, ela era brasileira! Onde foste buscar o espanhola?" , "Ora, eu só sei que era uma língua qualquer parecida com português..."

sábado, 4 de julho de 2009

Chaz Bono

Notícias : como cuscar a vida dos outros de forma aceite e teóricamente ética.






Chaz Bono, former Chastity Bono (mais conhecida por Chas, graças ao amor pelo lindo nome que a mãe lhe deu, hihi), vai mudar de sexo. Confesso que, apesar de não estar propriamente à espera, também nao foi algo que me espantasse assim taaanto. Admiro a coragem de expôr a questão ao conhecimento público, bem se sabe como elas mordem em meros coming outs, quanto mais isto...

Cá por mim acho óptimo, as pessoas querem-se felizes e contentes e não a ser apenas o que é suposto, apenas porque é suposto, não faço julgamento nenhum porque só sabe quem lá está e apoio a coragem que é preciso para tomar tal decisão. :)





(Piadinha má: por fora também não se deve notar muito hihihi xD)


Introduções à parte, o que eu queria comentar mesmo era a reacção que a sua mãe teve, ou melhor, a declaração que tornou pública.


Quanto Chas se assumiu como lésbica, consta que a mãe foi a última pessoa a saber e a aperceber-se (bom.... à minha eu não precisei de explicar e ela não anda própriamente no showbiz!...), o que, já de si, não augurava nada de bom... Acontece que a reacção não foi mesmo a melhor e, segundo @ própri@ Chas, e a aceitação não foi automática. Felizmente, a coisa recompôs-se da melhor forma :)

Espantou-me desde logo que a Cher, sendo tão gay friendly e estando tão dentro do meio, em relação a amigos, fans, ex-namorados, não se tenha apercebido de algo que para a sua filha foi tão óbvio desde tão cedo...(é que nem todos esbarram com a parede só aos 20 ou 30 anos...:P)

Quanto à aceitação, enfim, já se sabe que com os outros é muito bonitinho, mas quando nos cai em casa é muito diferente e aí é que se ve a tolerância que realmente temos ou que apenas julgávamos ter. Não digo por mal, acredito que nos podemos surpreender a nós mesmos, pela positiva e pela negativa, e nem sempre reagimos e agimos como desejaríamos ou como pensaríamos.


Divagações à parte, eu queria mesmo era falar da reacção da Cher à mudança de género d@ filh@.


“She is embarking on a difficult journey, but one that I will support. I respect the courage it takes to go through this transition in the glare of public scrutiny”


“Although I may not understand, I will strive to be understanding. The one thing that will never change is my abiding love for my child.”


Para além do óbvio cuidado com que foi feita toda a declaração, toca-me a honestidade de "Although I may not understand, I will strive to be understanding." Pois é, ninguém disse que ser mãe era fácil...

Para uma mãe, mais que para todos os outros, deve ser realmente complicado trocar um nome feminino por um masculino (ou vice-versa). Sim, se eu tivesse que começar a chamar pai à minha mãe, é provável que a coisa não me saísse assim muito naturalmente...
Daí me ter ficado na atenção o pormenor do "child".

Em português não seria tão fácil dar a volta à questão...



Conclusao: que sejam felizes : )




(Não resisto a pôr aqui uma foto do "antes", até porque acho digno de se apreciar como a Chas era uma miúda engraçada e como tinha uma mãe bem bo... bonita :P E também confesso que, se tivesse no lugar dela, tava danadinha por não ter saído à mãe :P)




P.S.- Perdão pela confusão de género e de @'s, mas (perguntinha inocente, com voz infantil e olhos de bambi), ela no passado ainda era uma menina, certo?

Transfobia

Óptimo, ahah!

Vi aqui.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ai os nervos...!

Sabiam que o "fear of one's sexualitty being discovered may lead to secretive or reclusive life styles and can be the source of enormous distress" ?

(Curioso, ein?)

Ah pois... Bem podiam fazer cartazes a explicar isto a grande parte da população portuguesa, que só vê o seu próprio distress com a simples ideia de um par de miudas/miudos a dar a mão, quanto mais casamentos...


Aproveito para comentar que, felizmente, não vivo em distress nenhum, por ter alguma sorte e, especialmente, "not giving a shit" em relação a olhares/comentários/opiniões idiotas :)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Too butch or not too butch?

Quando uma pessoa está a olhar para as suas miudas (leia-se motas), pensa "Boooooooolas, ainda eu achava que não havia sinais..."

OK, talvez ligeiros...

Monólogo do Feijão Verde

"-Gostas de pilas?"
"-Não. Só se for a minha namorada a usá-las..."


Leram bem, monólogo...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Drama!



Estou miseravelmente, tristemente, decepcionadamente... decepcionada! Pois!
Ah e tal, anda uma tipa a pedir que ninguém lhe diga o que se passa na sexta season d L Word, que dispensa spoilers e coiso e tal... e não serve de nada, lá vai ouvindo umas bocas e umas dicas. Que a Jenny tinha esticado a pataleta, ok, tudo bem, nunca a gramei, até podia ter sido mais cedo! Que a Jenny afinal gostava meeesmo era da Shane... Epa, ok, uma pessoa aguenta, têm de continuar o dyke drama, a teia exageradamente cruzada de relações...
Além disso, não tenho nenhuma pancada maluca pela Shane, ela que se coma com quem entender que nunca me vai incomodar por aí além...:P (lalala...)
Mas... que a Carmen vai voltar!? Já nem me lembro quem foi a insensível que me disse (prometeu) isso primeiro, mas não foi só uma pessoa...!

Aldrabões, aqui a dar falsas esperanças a uma tipa inocente... Snif!

Lá para o 3º episódio eu já estava impaciente, no 5º já desesperava a pensar que se a (Santa) Shahi voltasse ia fazer pouquíssimos episódios...
Depois, fui ver quantos episódios tinha a season e descobri, em choque, que apenas tinha 8. Aí, já com uma certa dificuldade em respirar, comecei a perceber que era um regresso quase impossível... Mas nunca perdi a esperança!...
...até que acabou!

Pois bem, minhas caras (e meus caros, se os houver), se vedes a 6ª season na expectativa de tal regresso... ide ver a 2ª e 3ª season :P

E agora, só quero encontrar os responsáveis por tal mentira! Depois de tanto esforço para ver a série em vez de estudar... quase nem consegui dormir com a decepção... (ok, talvez esteja a exagerar...)

Grrrr.....


Ah, quanto ao final, aqui vai a minha opinião: coiso..!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Espanto...



Pois é, quando o tempo aperta e a matéria acumula, não há mesmo outro remédio senão... agarrar-me com unhas e dentes aos livros...? NAAAAAAAAAAAAA! Ir ver cusquices lésbicas por esse internet fora! Triste eu sei.. (e não façam já essa cara de "estagajanaotemmaisnadaquefazernavidasenaometersenavidadosoutros" que eu faço o meu sorriso nr. 54, o dos olhinhos de bambi, e digo que "é para aliviar a pressão...") Mas pronto, a realidade por vezes é assim triste e com ela temos de viver.
Graças a ter tropeçado num post sobre o concerto de Simone e Zélia Duncan no Campo Piqueno, a cusquice foi dirigida a cantoras brasileiras... (eu bem sabia que haveria uma qualquer razão extra-sensorial que me andava a atirar cartazes do dito cujo para a frente dos olhos de 10 em 10 metros... mas enfim, tenho de começar a prestar mais atenção a este meu 7º sentido)

E... Minha nossa! A quantidade de colegas que andam por esse mundo artístico brasileiro deixou-me de boca aberta! Não que eu ache que não haja nenhumas no nosso, simplesmente me espantou o grau de ...hmmm.... conhecimento da causa? É que desconfianças há muitas, bocas foleiras ainda mais, mas confirmações costumam ser escassas... Não nomeio ninguém porque cada um sabe de si e a minha ignorância nestas andanças é, como se pode ver, de alto nível :P
A grande conclusão que tiro disto tudo tudo é... que eu sou uma miuda extremamente inocente! Exacto, não sou como certas entendidas na questão, ainda me espanto com estas coisas...:P